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Judicialização excessiva prejudica todo o mercado


25/05/2016
Infelizmente, vivemos uma crise de judicialização. Os assuntos estão sendo levados aos tribunais antes mesmo de se buscar uma solução dentro do mercado de seguros e isso prejudica as instituições. O alerta foi feito pela presidente da seção brasileira da Associação Internacional de Direito de Seguro (AIDA), Ana Rita Petraroli, em entrevista exclusiva ao CQCS.

Para ela, esse problema pode ser minimizado com a disseminação da informação entre os consumidores: “é importantíssimo que o consumidor se sinta um agente de deveres, entenda o seu papel na relação, compreenda melhor suas obrigações, sem deixar de lado os seus direitos, frisou”.

Diante desse cenário, Ana Rita Petraroli e sua diretoria estabeleceram três prioridades para o seu plano de gestão.

A primeira delas é cimentar uma ponte com todas as entidades e pessoas que trabalham no mercado. A presidente da AIDA lembrou que o relacionamento com todas as entidades do setor é primordial para a associação, principalmente porque o mercado de seguros é amplo e há a necessidade de as entidades trabalharem juntas com o foco direcionado para o engrandecimento do produto seguro. Cada entidade defende o seu interesse, mas todas devem buscar o crescimento do mercado, argumentou.

Outra prioridade é “falar para fora do mercado”, levando o conhecimento e a necessidade do seguro para as pessoas, sejam aquelas que já consomem o produto ou para quem jamais contratou uma apólice. “É preciso levar para o consumidor a consciência de que o seguro é um contrato colaborativo”, assinalou.

Por fim, há a intenção de se fazer um trabalho constante de esclarecimento do judiciário sobre a tecnicidade do seguro. “É um produto único, de nomenclatura especial”, destacou.

A AIDA, que está presente em mais de 70 países, se dedica exclusivamente ao estudo do Direito do Seguro. No Brasil, a entidade formou 14 grupos de trabalho para tratar de diferentes assuntos, como os seguros de veículos e garantias e o compliance. “A intenção é compartilhar conhecimento, estudar as necessidades do setor e do Judiciário e ser ponte desses dois mundos, para que possamos nos entender visando ao crescimento do mercado de seguros e à segurança do consumidor”, acrescentou Ana Rita Petraroli.

Fonte:  c q c s
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