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Fonte: Portal Nacional de Seguros por Láyra Santa Rosa / Seguro Noticia

O mercado de seguros tem tido um crescente em todo o país. No Distrito Federal à tendência é a mesma, e segue se consolidando cada vez mais num ambiente desafiador e competitivo. Segundos dados da Federação Nacional de Corretores de Seguros (Fenacor) são quase 1500 pessoas físicas e 2500 pessoas jurídicas habilitadas para exercerem a profissão, que costuma ser conhecida como “anjo da guarda” de seus clientes.
“O Distrito Federal é o local onde tudo acontece. As principais decisões do país passam pela capital Brasília, isso tem tornado mercado cada vez mais competitivo para o corretor, que busca se reciclar e está apto para atender as demandas. É fato, que apesar das constantes oportunidades de negócio, também é um ambiente predatório, já que muitas companhias chegam sem experiência, querem aplicar taxas de outras regiões, e acabam não se encaixando na nossa realidade”, afirma o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros, Empresas Corretoras de Seguros, Capitalização e Previdência Privada do Distrito Federal (Sincor-DF), Dorival Alves de Sousa.

O negócio costuma seguir as tendências das regiões, e na capital Federal ele tem tido os mesmos propósitos, tornando-a um ambiente onde cada um quer conquistar seu espaço. “Aqui existem características peculiares e diferentes de qualquer região do país. Acredito que sejamos um dos mercados mais atípicos do Brasil em funções da quantidade de órgãos públicos, de políticas econômicas e das constantes mudanças”, explica o presidente do Sincor-DF. “Nós temos além do profissional das empresas situadas no Distrito Federal, colegas de outros estados que vem garimpar trabalho nesse nicho que é oportunizado para o corretor do Distrito Federal. Aqui encontramos muitos corretores, que posso rotular como paraquedista, que tem suas sedes em outros estados, mas tem relação comercial no DF. Isso aumenta a concorrência, mas mostra um leque de opções de trabalho para os corretores”.

De acordo com Dorival Sousa o corretor é livre para atuar em qualquer Estado do território nacional, mas as companhias seguradoras não, e estas estão na mira do Sincor do DF. “Nós cuidamos com muita atenção essa relação com as companhias seguradoras paraquedistas. Elas precisam ter autorização para trabalhar em determinadas regiões e estados. Como existe muitas oportunidades, algumas acreditam que podem atuar, mas não a autorização como é determinado por lei. Quando somos informados e descobrimos estes casos, denunciamos imediatamente a Superintendência de Seguros Privados (Susep) para que as medidas cabíveis sejam tomadas”.

Oportunidades

Ainda analisando o mercado da capital, Dorival Sousa comenta que as grandes oportunidades de negócio estão nos ramos vida e saúde de Associações e Fundações. “Imagina a possibilidade de ser contratado por uma Fundação de determinado Ministério ou órgão nacional, a partir daí começa a gerenciar os funcionários desses órgãos em todo o país. Todo mundo quer partir para esse caminho, é por isso que a concorrência é pesada, inclusive devido a colegas paraquedistas”, relata. “Outra coisa interessante são os seguros de condomínios, que aqui são bastante concorridos. Existem corretores especialistas nestes segmentos, alguns não só do condomínio, como também de garantia de fiança locatícia. Brasília tem uma rotatividade muito grande, gente que não consegue um avalista e precisa de um seguro para ter onde morar, então parte para os corretores”.
Outro público alvo dos corretores de Brasília, além dos automóveis, são os funcionários de Câmara e Senado. “Dentro daquele mundo que é o Congresso Nacional tem corretores atuando firme. Imagine que ali dentro consegue fechar contratos de seguros de vida, patrimoniais, de veículos, com uma equipe enorme. Isso mostra, que o corretor precisa está bem atualizado e ter conhecimento para manter-se dentro dessa realidade”, colocou.

Apesar dos grandes desafios, o presidente Dorival Sousa avalia que a chance de fechar grandes negócios no Distrito Federal faz com que está seja uma profissão cada vez mais consolidada e que necessita de uma atualização constante. “O corretor do DF tem um perfil político, de agressividade no mercado, com muitos contatos e que busca sempre um bom relacionamento no dia-a-dia. Em função da grande concorrência, o Sincor tem feito muitas campanhas, mostrando a necessidade dos corretores se reciclarem e aprenderem mais sobre o mercado. Temos jovens chegando cada dia mais e inovando, e o corretor mais antigo precisa acompanhar essa tendência”, completa.
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